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A Cadeia de Valor do Sector do Turismo

Cadeia de Valor do Turismo:
  • Conjunto de actividades de valor acrescentado que, de forma articulada, permitem que o “produto turístico” esteja disponível para o consumo.
Produto Turístico:
  • Conjunto dos elementos tangíveis e intangíveis centrados numa actividade e destino específicos que, podendo ser comercializado, directa ou indirectamente, motiva as deslocações, gerando uma procura.
Carácter Global da Cadeia de Valor do Turismo
  • Representando o turismo um dos conjuntos de actividades que mais contribui para as exportações mundiais, estamos perante um caso de inegável integração nos mercados internacionais, reivindicando, assim, a sua natureza um carácter global.

  • A sua cadeia de valor é global, encontrando-se as suas actividades em diferentes locais do mundo. Por exemplo, é clara a coexistência de operadores turísticos nos principais países emissores (países desenvolvidos - PD) e um forte potencial de crescimento do exercício das actividades finais da cadeia de valor em países em desenvolvimento (PVD).

  • Todavia, a natureza do "produto turístico" e os seus concomitantes efeitos multiplicadores nas economias locais/regionais/nacionais levam a que qualquer estratégia de sucesso para o Turismo passe pelo aumento da componente local/regional/nacional na cadeia de valor.
  • Neste quadro, as TIC desempenham um papel fundamental: permitem que a oferta turística dos vários países e regiões esteja acessível de forma directa aos potenciais clientes, possibilitando uma divulgação da oferta turística mais autêntica e completa, acompanhada da respectiva comercialização.
Os Elementos de Singularidade da Cadeia de Valor do Turismo
  • A cadeia de valor do turismo comporta uma importante singularidade: não se materializa num produto físico, mas antes num conjunto vasto e articulado de serviços prestados.

  • As actividades turísticas constituem actividades heterogéneas, intangíveis e perecíveis, com fortes interdependências entre si.

  • A informação representa um elemento fundamental ao bom funcionamento da oferta turística, sendo crucial para a sua competitividade.
Elos da Cadeia de Valor do Turismo:
  • Actividades centrais, isto é, actividades com um papel estruturante na cadeia de valor;

  • Actividades conexas, isto é, actividades com uma relação ainda directa com a oferta do “produto turístico”, mas que não desempenham necessariamente um papel-chave;

  • Actividades potenciadas, isto é, actividades com relações mais indirectas com a oferta do “produto turístico”, mas que são condição necessária para a sua existência;

  • Actividades da órbita da oferta turística, isto é, actividades que consubstanciam áreas críticas para o desenvolvimento do turismo (áreas, de algum modo, transversais a outras cadeias de valor).
Organização em Mega-Cluster:
  • O aumento da eficiência e extensão da componente local/regional/nacional na cadeia de valor pressupõe que as interligações entre os vários actores da cadeia sejam fortes, resultando daí externalidades que superam as meras economias de aglomeração.

  • Com efeito, a organização das diversas actividades ligadas ao "produto turístico" faz-se, naturalmente, sob a forma de Cluster.

  • No caso concreto do Turismo, dado que estamos perante um conjunto de actividades muito distintas (restauração, alojamento, animação, protecção do património natural, histórico, cultural, etc.), que se têm de articular para proporcionar ao turista a oferta de experiências num dado destino, é mais correcto falar de Mega-Cluster.

  • A lógica do mega-cluster também se aplica à própria arquitectura dos mosaicos de produtos turísticos existentes em cada destino.

  • Na economia global em que nos inserimos, a ligação entre cada mega-cluster (de base local, regional ou nacional) e a cadeia de valor global faz-se, cada vez mais, sob a forma de rede.
  • Caberá a cada mega-cluster maximizar quer a sua "componente regional", quer a sua "componente global".

Cadeia de Valor Dominada pelos Clientes:
  • Não obstante o papel estruturante (e, até certo ponto, condicionador) que a intermediação exerce sobre a cadeia de valor do turismo (essencialmente no caso dos operadores turísticos), o Turismo tem crescentemente associada uma cadeia de valor "dominada pelos clientes", exercendo estes (os turistas) o verdadeiro poder de alavancagem sobre todos os outros elos.

  • São, pois, os turistas que definem o perfil da oferta, tornando-se cada vez mais notória esta característica (o papel da Internet neste processo já está a ser crucial).
  • A emergência de novas motivações por parte dos turistas tem levado ao aparecimento de novos segmentos por parte da oferta.

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