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De 9 a 13 e 16 a 20 de janeiro, de segunda a sexta, das 19 às 22 horas
A residência realiza-se de 9 a 13 e 16 a 20 de janeiro, de segunda a sexta, das 19 às 22 horas, e destina-se a maiores de 16 anos. A apresentação final acontece no dia 21 de janeiro, sábado, às 21 horas, e é aberta a toda a comunidade.
As sessões poderão ser acompanhadas por um intérprete de língua gestual portuguesa e serão acompanhadas por sistema webcapturing.
A participação é gratuita e os interessados podem inscrever-se pelo e-mail cineteatro@cm-sesimbra.pt.
Sinopse
A construção de um espaço comum é uma ação em constante movimento. O sucesso dessa construção depende em larga escala da nossa capacidade de alimentar um diálogo permanente com esse mesmo espaço, de nos mantermos atentos às suas mutações e de agirmos estrategicamente sobre a sua diversidade.
Observar, escutar, pôr em contacto, transformar e agir sobre esse espaço é uma rotina saudável que nos une a um bem comum. E se a estratégia formal desta ação é preciosa, a sua dimensão criativa e poética não é menos importante. Somos esperançosamente, na mesma medida, racionais e emocionais, estrategas e poetas, concretos e emocionalmente desejosos de sermos o mais feliz possível. É a partir desta dicotomia que eu proponho o nosso encontro: gente extraordinariamente racional que se apaixona pelo invisível para transformar o que já existe em algo melhor.
Vamos desenhar o nosso território, analisá-lo, olhar para fora dele e regressar para o fazer crescer. Tudo isto através da extraordinária capacidade da arte de tornar visível o que está já ali ao virar da esquina.
(…) Trataremos de observar e praticar minuciosamente a poesia de cada movimento, de cada posição critica, de cada nova palavra, de cada nova reinvenção do quotidiano. E no final apresentaremos esta nova forma de olhar para o Mundo, uma forma que se centra na ideia de olhar para cada indivíduo como um ser plural, inconstante, imprevisível e infinitamente misterioso. Cada indivíduo como uma nova possibilidade de reler o Mundo e os seus territórios; cada indivíduo como um novo Território Poético. E no final de tudo, deixar em aberto a possibilidade de nos olharmos para além da primeira camada: sermos para além da carne.
Notas Biográficas
Marco Paiva Diretor Artístico Terra Amarela
Nasceu na Covilhã a 30 de agosto de 1980.
Licenciado em Teatro ‐ Formação de Atores pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Concluiu em 2008 o Curso Europeu de Aperfeiçoamento Teatral É́cole Des Mêitres, dirigido pelo encenador brasileiro Enrique Diaz (CIA dos Atores).
Pós-graduação em Empreendedorismo e Estudos da Cultura – Ramo de Gestão Cultural, no ISCTE.
Tem vindo a colaborar como ator e encenador em diversas estruturas, nomeadamente: o Teatro Nacional D. Maria II, Centro Dramático Nacional de Espanha, Comuna Teatro de Pesquisa, mala voadora, L.A.M.A – Laboratório de Artes e Media do Algarve, Culturgest, Casa da Música, Teatro Helena Sá e Costa, projeto Crinabel Teatro, entre outros. Colaborou com o projeto Crinabel Teatro desde 2000, assumindo as responsabilidades da coordenação artística entre 2008 e 2021.
Trabalhou com os encenadores João Ricardo, João Mota, Emmanuel Demarcy‐ Mota, Enrique Diaz, Álvaro Correia, Jorge Andrade, Alex Cassal, Paula Diogo, Crista Alfaiate, Carla Maciel, Hugo Franco, André Murraças e Caroline Bergeron.
Em cinema e televisão trabalhou entre outros com Miguel Martí, Joaquim Leitão, João Pedro Rodrigues, Dinis Costa, Edgar Pera, José Fonseca e Costa, Tiago Guedes, Pedro Varela, César Mourão e Diogo Costa Amarante.
Fundou em 2018 a Terra Amarela – Plataforma de Criação Artística Inclusiva, que desenvolve o seu trabalho em torno da cultura acessível e das práticas artísticas inclusivas.
Colaborou com a Escola Superior de Teatro e Cinema, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Lusófona, IADE, Escola Superior de Educação, Escola profissional de Imagem, Acesso Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian, através da realização e coordenação de seminários, Formações, consultoria e estágios nas áreas do teatro, da educação pela arte e da mediação cultural.
Joana Saraiva Atriz e formadora
Atriz, licenciada em Teatro e Educação pela Escola Superior de Educação de Coimbra (2010–2013). Move-a a vontade de saber pessoas, de conhecer histórias. O teatro que se reinventa a cada dia é a enxada que melhor conhece.
Atriz e formadora desde 2013, tem vindo a descobrir neste ofício uma língua universal e o condão empático, como superpoderes. Interessa-lhe descobrir ainda muito mais. Com a Terra Amarela, coordenou os ateliers de teatro do projeto Como Desenhar uma Cidade?, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e diversas ações dos Territórios Poéticos – Acão de mediação cultural da Terra Amarela.
Destinatários: maiores de 16 anos