As grutas são ambientes escuros e misteriosos que desde sempre atraíram o ser humano. Serviram de abrigo, necrópole, esconderijo, curral e local de culto, mas só muito mais tarde viriam a tornar-se no objeto de estudo de exploradores e cientistas que, com a ajuda das mais modernas técnicas de iluminação e captação de imagem, conseguem revelar um inimaginável mundo mineral habitado por dezenas de espécies animais.

Os espeleotemas são depósitos minerais, normalmente de calcite ou aragonite, que revestem o interior das grutas. Os mais conhecidos são as estalactites e as estalagmites, contudo existem cerca de 40 tipos de espeleotemas descritos por todo o mundo que se têm revelado particularmente importantes na compreensão da geologia e da história climática global.

Frostwork é o nome atribuído a um espeleotemas formado por delicadas agulhas de cristais radiais e que no seu conjunto lembram um cacto ou um cardo. A maioria é composto por aragonite embora, ocasionalmente, possam recristalizar em calcite.

A sua génese é controversa, mas sabe-se que a evaporação tem um papel importante na sua formação. Estão sempre associados aos locais com condições de temperatura e humidade muito estáveis, facto que as remete para as áreas mais longínquas das grutas.

No sistema da gruta do Frade o Frostwork reveste-se das mais variadas formas que testemunham diferentes ambientes de crescimento e cobrem normalmente o chão, blocos e estalagmites.

Publicação feita com o apoio do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul, associação parceira da Câmara Municipal.
Um agradecimento muito especial pela cedência das imagens para publicação.