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A Criação

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Joseph Haydn
Versão para quarteto de cordas por Antonín Vranický

"…e Deus disse: Faça-se luz! E fez-se luz." Esta é uma das frases mais emblemáticas do Genesis, a mesma que aparece sublinhada musicalmente logo no início de A Criação (Die Shöpfung) de Joseph Haydn (1732-1809), através de uma ênfase expressiva que não deixa ninguém indiferente .

Para muitos considerada a sua obra-prima, no seu todo, a peça revela a intensa devoção religiosa de Haydn e o seu radiante otimismo perante a existência humana, um louvor à harmonia do Universo.

A versão que nos será apresentada pelo Quarteto Arabesco, descrita pelo próprio Haydn como um "brilhante arranjo da Criação para quarteto de cordas por Antonín Vranický", nunca foi apresentada em Portugal. Uma recriação historicamente informada em instrumentos da época, contando com a narração dos textos bíblicos, na tentativa de aproximação do universo sonoro do século XVIII aos ouvidos do público atual.

Quarteto Arabesco (Portugal)

Denys Stetsenko (violino), Raquel Cravino (violino), Lúcio Studer (violeta), Ana Raquel Pinheiro (violoncelo) e André Gago (narração).

 

Notas biográficas

Quarteto Arabesco

De forma pioneira em Portugal, o Quarteto Arabesco tem-se revelado um agrupamento versátil e multifacetado. Procura uma interpretação autêntica do mais variado repertório, tendo disponível um alargado leque de propostas de concerto. É composto por Denys Stetsenko e Raquel Cravino (violino), Lúcio Studer (violeta) e Ana Raquel Pinheiro (violoncelo). Em instrumentos da época, o Quarteto Arabesco dedica-se a interpretações historicamente informadas de música dos períodos Barroco e Clássico. Em instrumentos modernos, o Quarteto Arabesco aborda o mais variado repertório de música portuguesa dos séculos XX e XXI, desde o fado e o jazz à música contemporânea. O Quarteto Arabesco colabora regularmente com solistas e agrupamentos de destaque. O seu trabalho tem recebido reconhecimento dos mais variados quadrantes. Tem-se igualmente apresentado em formações mais alargadas como Ensemble Arabesco.

Desde a sua estreia em 2006, tem tido uma carreira muito consistente. Realizou mais de 160 concertos nos principais festivais e salas de Portugal, assim como para a rádio e em numerosas gravações. Do seu histórico de concertos destacam-se abaixo, alguns dos últimos cinco anos. Em 2019 apresentar-se-á em maio no Grande Auditório do CCB com o guitarrista Pedro Jóia e em setembro na Igreja de São Roque com Jonas Runas. Em 2018 apresentou-se no Santa Casa Alfama com Pedro Jóia, e na semana Santa, na Sé de Lamego. Em 2017 realizou um ciclo de concertos com o pianista Adriano Jordão com obras de Schumann e Webern. Nos Dias da Música no CCB apresentou o Requiem de Mozart numa versão para quarteto de cordas, e em colaboração com o ensemble Concerto Campestre, apresentou no CCB a Serenata L'Angelica. Com o grupo Cordis apresentou-se com Cuca Roseta e Mafalda Arnauth. Gravou o tema Amar pelos dois de Luísa Sobral, interpretado por Salvador Sobral, música vencedora do festival Eurovisão da canção. Em 2016 interpretou na Semana Santa de Óbidos As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz de Haydn,  os Dias da Música do CCB o programa A Latinidade com Pedro Jóia, e no Palácio Marquês de Pombal O Legado Ibérico de Haydn. Em 2015 apresentou-se com Pedro Jóia no CCB com um programa em torno do guitarrista Armandinho, e no Festival Fora do Lugar com o programa Paixão Ibérica. Em 2014 apresentou-se no icónico Palau de la Música Catalana assim como em Andorra e em Madrid apresentou a Camarón Suite em homenagem a Camarón de la Isla. Em 2013 apresentou na Fundação Gulbenkian o Requiem de Mozart, e um ciclo de concertos na Bienal de Veneza, no Trafaria-Praia da artista Joana Vasconcelos. Em 2012 apresentou em Guimarães 2012 um conjunto de quartetos de compositores ibéricos.

Denys Stetsenko, violino

Natural da Ucrânia onde cresceu numa família de tradição musical. Iniciou os estudos de violino aos 6 anos com o seu tio. Reside em Portugal desde 1995. Estudou na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Curso de Licenciatura em Violino. Participou em vários Masterclasses com os professores Felix Andrievsky, Zakhar Bron, Gerardo Ribeiro, Richard Gwilt, Chiara Banchini, Enrico Onofri e Vittorio Ghielmi, entre outros. Concluiu o Mestrado em Música Antiga – Violino Barroco na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, sob a orientação de professora Amandine Beyer. Foi Concertino da Orquestra Académica Metropolitana e da Orquestra Sinfónica Juvenil, integrou a Orquestra de Câmara de Coimbra. Colabora com as orquestras barrocas nacionais Divino Sospiro, Capela Real, Músicos do Tejo e os agrupamentos de música antiga Sete Lágrimas, Concerto Campestre, e La Nave Va. Faz parte de projectos de música e dança tradicional e lecciona Violino e Música de Câmara na Academia de Música de Santa Cecília. É também professor na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, assistente de Amandine Beyer.

Raquel Cravino, violino

Nasceu na cidade da Covilhã. Iniciou-se na música aos 5 anos de idade no Conservatório Regional de Música da Covilhã em piano e ballet. Sob a orientação do Professor António Oliveira e Silva, estudou violino na Escola Profissional de Artes da Beira Interior durante seis anos. Em 2002 obteve o diploma de Licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO) de Instrumentista de Orquestra - Violino, na classe da Professora Ágnes Sárosi. É mestre em Pedagogia do Instrumento, na ANSO /Universidade Lusíada, sob a orientação do Professor Aníbal Lima. Realizou diversos cursos de aperfeiçoamento no âmbito do violino e da música de câmara com Joyce Tan, Sergey Kravchencko, Angelique Loyer, Gerardo Ribeiro, Augustin Dumay, Boris Kuniev, Jan Dobrelevky, Vladimir Ovcharech, James Dahlgren, Gilles Apap e Alexandre da Costa. O seu interesse pela música antiga levou-a a aperfeiçoar os conhecimentos no violino barroco frequentando Masterclasses com Enrico Onofri, Richard Gwild, Vittorio Ghielmi, Francesca Viccari e Chiara Banchini. Como freelancer, tem realizado concertos com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras; e tem uma participação activa em variados projetos artísticos de música antiga – Orquestra Barroca da Casa da Música, Flores da Música, Músicos do Tejo, La Nave Va, Capela Real. Dedica-se ao ensino desde 2002 como docente de violino no Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa. É membro fundador do Quarteto Arabesco.

Lúcio Studer, violeta

Nasceu em Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais de violeta na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, tendo prosseguido na Escola de Música do Conservatório Nacional com o Professor Fernando Afonso. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou com a Professora Barbara Friedhoff. Concluiu em 1999 o Curso Superior de Violeta pela ANSO com o professor Paul Wakabayashi. Continuou os seus estudos em Espanha com Igor Soulyga (1999-2000), prosseguindo na Holanda no Conservatório Real de Haia e no Conservatório de Roterdão (2000-2002), graças a uma bolsa do Instituto Português das Artes do Espetáculo. Participou em Masterclasses com Ana Bela Chaves, Gérard Caussé, Igor Soulyga, Jean Sulem, Richard Gwilt, Enrico Onofri e Alfredo Bernardini. Foi premiado no concurso da Juventude Musical Portuguesa. É igualmente doutorado pelo Instituto Superior Técnico, sendo professor universitário e investigador. É membro fundador do Quarteto Arabesco, e faz parte da orquestra Sinfonietta de Lisboa, orquestra barroca Divino Sospiro e orquestra barroca Os Músicos do Tejo. Colabora com os ensembles barrocos La Nave Va, Concerto Campestre, Ensemble Melleo Harmonia e Flores de Música. Colaborou com as orquestras Gulbenkian, Metropolitana de Lisboa, do Algarve, de Câmara de Cascais e Oeiras, Capela Real, Orquestra del Montsalvat e Orquestra Barroca Casa da Música.

Ana Raquel Pinheiro, violoncelo

Nasceu na Covilhã. Iniciou os estudos de violoncelo na Escola Profissional de Artes da Beira Interior na classe do prof. Rogério Peixinho. Concluiu o curso superior, Licenciatura, em violoncelo na Escola Superior de Artes Aplicadas na classe dos Professores Miguel Rocha e Catherine Stynckx. Estudou violoncelo barroco na Escola Cívica de Milão sob orientação do professor Gaetano Nasillo, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Concluiu o mestrado em Pedagogia do Instrumento, na ANSO /Universidade Lusíada, sob a orientação do Professor Paulo Gaio Lima. Frequentou Masterclasses com os violoncelistas Márcio Carneiro, Jeroen Reulling, Xavier Gagne-Pan, Jian Wang, António Meneses, Elisa Joglar, Leonardo Luckert, Itziar Atutxa, Rainer Zipperling. Obteve o 2º prémio da Classe B do Concurso de Arcos Júlio Cardona no ano 2001. Lecciona Violoncelo na Academia de Música de Santa Cecília, Lisboa. Colabora regularmente com orquestras tais como: Músicos do Tejo (Portugal), Musici di Santa Pelagia (Itália), Divina Armonia (Itália), La Risonanza (Itália) e Orquestra Barroca Divino Sospiro (Portugal).

13 Outubro 2019
Horário:

Domingo, às 15h

Local:
Igreja da Misericórdia, Sesimbra
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