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Arquivos Empresariais

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Indústria Conserveira
FIC/SFPNRC - SubFundo Pereira Nero e Cª.

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No ano de 2015, no quadro da política de incorporações do serviço de museus e património, a Câmara Municipal de Sesimbra recebeu uma doação de documentos e objetos de valor histórico provenientes dos trabalhos e recolhas de campo do serviço ou de contatos efetuados pelos doadores com a autarquia. Os objetos foram integrados nas reservas do museu municipal de Sesimbra e a documentação, após avaliação, foi encaminhada para o arquivo municipal para sua salvaguarda no ano de 2016.

O conjunto documental é referente à atividade da indústria conserveira Pereira Nero e Companhia, sendo constituído maioritariamente por livros de inventários e balanços da firma, livros de diário, escrituras, fotografias e uma moldura com os logótipos da companhia Nero e Cª. O acervo estende-se por um período cronológico entre 1914 e 1936.

Este fundo documental será objeto de tratamento técnico e, após a sua conclusão, será comunicado e disponibilizado publicamente o inventário.

 

FIC/SFPNTC - SubFundo Pereira Neto e C.ª

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No início de 2012, o Arquivo Municipal de Sesimbra recebeu uma doação de documentos de arquivo composto por um conjunto documental referente à atividade da indústria conserveira Pereira Neto e Companhia, constituído maioritariamente por fotografias (primeira metade do séc. XX), placas metálicas, pelo livro de ouro das conservas portuguesas de peixe de 1938. Esta documentação foi doada pelo Dr. Manuel José Pereira.

Este fundo documental será objeto de tratamento técnico e, após a sua conclusão, será comunicado e disponibilizado publicamente.

Este tipo de obtenção espelha a participação ativa que os cidadãos devem ter na preservação do seu património documental, sendo exemplar da consciência cívica face ao papel dos arquivos na proteção da memória pública e dos direitos dos cidadãos.

 

FMJLL - Fundo Manuel José Lopes, Lda.

Em abril de 2012, a Câmara Municipal de Sesimbra recebeu uma doação de documentos e objetos de valor histórico no quadro da política de incorporações do serviço de museus e património sendo estes provenientes dos trabalhos e recolhas de campo do serviço ou de contatos efetuados pelos doadores com a autarquia. Os objetos foram integrados nas reservas do museu municipal de Sesimbra e a documentação após avaliação foi encaminhada para o arquivo municipal salvaguardando a sua preservação e divulgação ao público.

O conjunto documental é referente à atividade piscatória Manuel José Lopes, Lda. (Indústria de Pesca), sendo constituído maioritariamente por documentação administrativa associada ao barco Manuel Chochinha cuja fita temporal abrange a década de 90. Este fundo documental será objeto de tratamento técnico e, após a sua conclusão, será comunicado e disponibilizado publicamente o inventário.

 

FMS - Fundo Moagem de Sampaio

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A Moagem de Sampaio constituiu à época uma importante mais-valia no que respeita ao processamento de cereais para produção de farinha na região. É um exemplo da transição entre os sistemas mais tradicionais que até então dominavam, representados pelos moinhos de água e de vento, para um sistema de produção industrializado moderno, que não dependia dos caudais dos cursos de água nem tão pouco da intensidade e direção do vento.

A concessão de alvará de licença à firma Morujão & Lourinha, a 25 de Maio de 1918, para estabelecer uma fábrica de moagem de cereais no sítio de Sampaio, marcou o início oficial da vida desta estrutura produtiva. A iniciativa tinha já dado os primeiros passos em Novembro de 1917, com a aquisição de um motor a gasogénio da marca Hornsby-Stockport, fornecido pela empresa Harker, Sumner & Co., então sita no Largo do Corpo Santo em Lisboa.

As décadas que se seguiram foram prósperas. Está documentada a tentativa de melhoramento da força motriz da unidade, vontade atestada por dois orçamentos de novos motores: em 1930 um Ruston de óleos crus pesados, capaz de desenvolver mais potência (28hp) e, igualmente, em 1933, um Diesel-Benz de 55hp. Em 1936, a fim de ser inscrita nos serviços da Inspecção Técnica das Indústrias e Comércio Agrícolas, a Moagem de Sampaio é descrita com precisão. Para além do motor a gasogénio, possuía três casaes de mós francezas de 1,20m, um aparelho de limpeza combinado, uma tarara Corbet, uma bandeja triangular, um crivo Marot, uma ventoinha, um molhador e dois sem-fins.

Os anos de 1940 e 1950 constituem um período de consolidação e até de expansão da atividade de moagem de trigo, milho e centeio. À autorização concedida pelo Ministério da Agricultura em Junho de 1941 para produção exclusiva de farinhas em rama, sucede-se, em Setembro do mesmo ano, a inscrição da Moagem na Comissão Reguladora das Moagens de Ramas. Estava autorizada uma produção mensal máxima de 600kg, produto que era distribuído por três padarias: Castanheira & Garcia (Sesimbra): 240kg; Gaspar & Gaspar (Sesimbra): 120kg; Garcia & Castanheira (Palmela): 240kg. Em 1948 a firma tenta explorar uma outra área do mercado. A Direcção Geral dos Serviços Industriais, tutelada pelo Ministério da Economia, concede, a 23 de Dezembro, alvará para torrefação e moagem de café e produtos análogos, atividade que toma lugar num espaço situado nas traseiras do edifício principal.

Em 1944 a firma passa a denominar-se "Morujão & Lourinha, Limitada", sociedade comercial por quotas de responsabilidade limitada, constituída por Leopoldina Rumina Morujão, José Rumina Morujão e Eduardo Rumina Morujão. Abandona-se assim o título "Morujão & Lourinha" que até então tinha designado esta sociedade irregular10Fonte de informação: O Cezimbrense de 9 de julho de 1944, nº 938.

Em 1960, a firma possuía oficialmente ao serviço três trabalhadores: Eduardo dos Santos Felicidade como motorista, Manuel Félix Pereira dos Santos como funcionário e José Rumina Morujão, funcionário e proprietário. Sabemos, no entanto, que outros homens passaram pela Moagem de Sampaio durante o seu período de atividade. É o caso de J. Moisés, chefe moleiro, de António "de Azeitão", de Manuel "Abóbora", de Santana, ou de Ângelo José dos Santos, da Quintola de Santana11Fonte de informação: De acordo com a informação cedida por Ângelo dos Santos, filho de Ângelo José dos Santos.

O balanço financeiro de 31 de Dezembro de 1978 mostra um saldo positivo a transitar para 1979 de 25.573$00. Já a passagem para o ano de 1982 arrasta um saldo negativo de 55.740$00. É neste ano que a propriedade passa para o seu antigo funcionário Manuel Félix Pereira dos Santos que a toma em 12 de Março. Os documentos que descrevem a cessação de laboração pelo então proprietário José Roquette Morujão e o início de laboração sob posse de Manuel Félix Pereira dos Santos caracterizam a unidade: uma fábrica com três casais de mós de 1,20m de diâmetro, movida a eletricidade. Com efeito, a implementação de dois motores elétricos na sala de moagem foi feita no início dos anos de 1970, deixando então de funcionar o antigo motor Hornsby-Stockport que por esta altura já tinha sido adaptado a gás propano.

Ainda que estivesse já em fase de declínio, a atividade da Moagem de Sampaio é distinguida em 1987 com a Medalha Internacional de Qualidade atribuída pela inglesa International Quality and Standard Organization. A laboração cessou definitivamente na década de 1990.

O fundo documental detém 9 caixas desacidificadas, 73 peças e 31 livros, com a mais variada documentação desde publicações periódicas, fotografias, diários de laboração, mapas de movimento mensal de farinhas, contribuição predial, devidamente higienizada e organizada neste arquivo municipal. O acervo estende-se por um período cronológico entre 1922 e 1990.

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