Concentração pela reabertura do Atendimento Complementar nos dias úteis
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Sesimbra promoveu na manhã de 16 de dezembro uma concentração junto à Unidade de Saúde Familiar de Sesimbra para exigir a reabertura do Atendimento Complementar nos dias úteis e pela contratação de mais médicos de família e enfermeiros.
O Atendimento Complementar deveria funcionar 24 horas por dia, mas atualmente apenas está aberto aos fins de semana e feriados entre as 11 e as 21 horas.
Nesta ação participaram vários municípes, as presidentes das Juntas de Freguesia do Castelo e de Santiago, Maria Manuel Gomes e Laura Farinha, o presidente da Assembleia Municipal, João Narciso e presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus.
Emília Leite, representante da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Sesimbra, explicou que foi indicado à autarquia que o Atendimento Complementar encerrava em Sesimbra, mas abriria na Quinta do Conde, «o que não se verificou, e prejudica os mais de 52 mil utentes do concelho quando precisam de uma consulta no próprio dia ou não têm médico de família».
A presidente da Junta de Freguesia de Santiago, Laura Correia, lembrou que esta freguesia tem uma população idosa, que muitas vezes não em meios para se deslocar ao Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, ou Garcia de Orta, em Almada.
Para o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, é primordial não baixar os braços e continuar a exigir à Administração Central o direito à Saúde. Na ocasião reforçou que «temos o concelho com muitas dificuldades, com a necessidade de mais médicos de família e de um horário alargado em que haja resposta, até pela distância que temos em relação ao Hospital de Setúbal. Este é o momento certo, porque o municipio está a fazer um investimento, muito além das suas competências, para a construção de um novo Centro de Saúde em Sesimbra e tem uma candidatura para a construção de um novo Centro de Saúde na Quinta do Conde, um investimento que sai do orçamento municipal».