«Investimento nos serviços e recuperação do património»
NÓS Sesimbra
N.º24 | nov/dez
Editorial
«Os serviços municipais desenvolvem diariamente, e por vezes de forma ininterrupta, um sem número de trabalhos que permitem, por exemplo, que tenhamos água nas nossas torneiras, saneamento básico, espaço público tratado, áreas ajardinadas, recolha de lixo, praias limpas, iluminação pública ou rede viária cuidada.
Para realizar estas tarefas são apoiados por um conjunto de máquinas e viaturas específicas para cada função, algumas das quais bastante complexas.
esta edição do Nós Sesimbra, demos a conhecer uma parte da nossa frota de máquinas e veículos pesados, composta essencialmente por viaturas de recolha de resíduos, apoio à limpeza urbana, pavimentação e reparação de estradas.
O investimento nestes equipamentos representa um valor considerável, que nos últimos anos atingiu cerca de dois milhões de euros. A modernização deste parque, assim como a sua gestão e manutenção, é fundamental para garantir a capacidade de resposta rápida às mais variadas ocorrências do dia-a-dia e, em simultâneo, as condições dos trabalhadores da autarquia.
O Poder Local já provou em vários momentos ter grande capacidade para recuperar e colocar à disposição dos cidadãos o património arquitetónico dos seus
territórios. No entanto, os exemplos de monumentos em processo de degradação por todo o país, na posse do Estado, multiplicam-se.
Em muitos destes casos, os processos para passar este património para a posse dos municípios são autênticas teias burocráticas que se prolongam durante anos, mesmo quando se sabe que é esta, provavelmente, a melhor forma de os recuperar.
O município de Sesimbra possui vários exemplos de património edificado de enorme valor e já demonstrou que tem capacidade para encontrar formas de o recuperar, preservar e entregar à fruição pública, com programas culturais consistentes e adequados.
A Fortaleza de Santiago é, talvez, o maior exemplo, a que se juntaram recentemente o Aqueduto e a Casa da Água do Cabo Espichel e, em breve, a Capela de São Sebastião e o edifício da Rua Aníbal Esmeriz cuja obra de recuperação e instalação do Centro Cultural Costeiro está prestes a iniciar-se.
Recentemente, celebrou um acordo para gestão de mais um antigo edifício, que vai, em breve, ser recuperado e utilizado como equipamento cultural e de promoção e sensibilização ambiental. Refiro-me à Casa do Infantado, nas margens da Lagoa de Albufeira, mandada construir no século XIX, por D. Pedro V, como retiro de caça, e por onde passou o rei D. Carlos ou o escritor Ramalho Ortigão.
Vamos agora trabalhar para que a recuperação de mais este imóvel histórico avance o mais depressa possível e para que em breve possamos ter na Lagoa um ponto de informação que promova os valores ambientais e culturais do local.
É com grande satisfação, sentido de responsabilidade e expectativa que encaramos mais esta recuperação do património do concelho que dará a conhecer a Lagoa de Albufeira, um dos lugares mais belos de Portugal.»