LAGOA: Inauguração do espaço interpretativo
O acontecimento, que contou com a presença do Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, e de representantes de diversas entidades envolvidas na criação do novo espaço, foi comemorado com a assinatura de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Sesimbra e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), que estabelece as regras de conservação e valorização da Zona de Proteção Especial da Lagoa Pequena.
«Quero enaltecer esta parceria e todas as entidades que se envolveram na criação deste espaço, importante para a sensibilização e preservação dos valores ambientais», afirmou o secretário de Estado, Daniel Campelo, acrescentado que «estes projetos são importantes para a sustentabilidade da própria civilização».
Daniel Campelo mostrou-se sensibilizado pela vontade da Câmara Municipal em criar uma reserva na Lagoa de Albufeira, apontando-a como «exemplo a seguir por outros municípios do país».
Por sua vez, Augusto Pólvora, presidente da autarquia, destacou o empenho do ICNB e de todas as entidades e técnicos, que há vários anos trabalham neste projeto que, para além da vertente ambiental, «contribui para a valorização turística do concelho e vai ao encontro dos objetivos do Plano de Desenvolvimento Turístico do Concelho de Sesimbra, que aposta no turismo de natureza e numa oferta mais diversificada».
Na sua intervenção, o autarca referiu que Sesimbra tem todo o interesse em conservar as áreas protegidas, que representam 52 por cento da área do concelho, e manifestou-se convicto de que, pela sua localização próxima de Lisboa e de outros centros urbanos, o espaço interpretativo tem condições para atrair muitos visitantes, nacionais e estrangeiros.
Já o presidente do ICNB, Tito Rosa, agradeceu o «trabalho de parceria que permitiu criar este local de visitação», e disse que «a preservação da natureza depende do maior envolvimento das instituições e dos cidadãos».
Visivelmente satisfeito estava também João Carlos Farinha, diretor do Departamento de Gestão de Áreas Classificada – Zonas Húmidas, que acompanhou o projeto, bem como o Plano de Gestão, referindo que «vão contribuir para a recuperação desta zona e para a melhoria dos seus habitats».
Carlos Aires, da Simarsul, e Francisco Correia, da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, salientaram as vantagens deste projeto ao nível da sensibilização e preservação do ambiente.
O programa incluiu uma visita, acompanhada pela Associação de Guardas e Vigilantes da Natureza, que deu a conhecer os percursos e observatórios.
O espaço interpretativo vai estar aberto às quartas, sextas e sábados e, para além dos locais de observação, terá uma zona de divulgação e, futuramente, outros atrativos para os visitantes. As escolas vão também poder visitar esta zona protegida.
A Lagoa Pequena é a maior zona húmida da Península de Setúbal e tem um papel importante na circulação de várias aves. Está classificada como Zona de Proteção Especial, ao abrigo da Diretiva Aves 79/409/CEE, faz parte da lista nacional de Sítios, estabelecida ao abrigo da Diretiva Habitats, e integra a lista das zonas húmidas de importância internacional, ao abrigo da Convenção Ramsar.
Em diferentes épocas do ano pode observar-se uma grande variedade de aves, entre as quais o pato-real, a garça vermelha, o chapim de poupa, o chapim-real, o guarda-rios, e diversas espécies de rouxinóis, estorninhos e mergulhões, que aqui encontram abrigo e alimentação abundante, à base de peixes e insetos.
A beleza da paisagem oferece momentos únicos para os amantes da fotografia de natureza, principalmente ao final do dia, altura ideal para captar imagens de bandos de aves.
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