LIVRO: MDM presta homenagem a Conceição Morais
A publicação foi apresentada por Rute Pina, coordenadora do projeto A Governação Local no Feminino, por Regina Duarte, dirigente do MDM, por Felícia Costa, vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, e por Odete Graça, presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra.
A obra é dedicada a Conceição Morais, dirigente do MDM e uma das mais ativas autarcas sesimbrenses, que faleceu em 2012. «Para nós é um orgulho que a Conceição seja nossa, mais do que estar presente na toponímia da nossa vila, é uma mulher que estará sempre nos nossos corações e na nossa cabeça como um farol para aquilo que queremos trilhar como percurso de vida», confessou Felícia Costa.
Odete Graça revelou, emocionada, que «a Conceição faz parte do nosso dia a dia, assegurando que contribuiu muito para a sua formação como mulher e política.
«Foi uma alegria conviver com a Conceição e poder partilhar muitas coisas com ela», afirmou Regina Marques, acrescentando que «a partir de hoje ficamos ainda com mais vínculos a este concelho».
Durante a sessão foi também lançada outra publicação, denominada Um Mapeamento de Boas Práticas na Região de Setúbal, que também faz parte do projeto A Governação Local no Feminino.
«Estes trabalhos são importantes contributos na luta pela dignificação do papel da mulher e pela não diferenciação de género», disse Felícia Costa, reconhecendo «que ainda há um caminho importante a percorrer no sentido de sermos reconhecidas como seres iguais».
Mais de 300 nomes de mulheres
«É muitas vezes na toponímia que o poder local reconhece o valor que estas mulheres têm na sua intervenção, tanto na comunidade que pertencem como a nível nacional», explicou Rute Pina, coordenadora do projeto A Governação Local no Feminino.
Ao longo da pesquisa, que durou cerca de dois anos, foram reunidos mais de 300 nomes de mulheres. «Não sabíamos no que nos estávamos a meter, sobretudo pela quantidade de marcos toponímicos que existem».
A dirigente apontou como a principal dificuldade da pesquisa a falta de informação e desconhecimento sobre muitas das mulheres. «É óbvio que se falarmos de Maria Lamas ou de Florbela Espanca é fácil encontrar informação mas se falarmos de Efigénia Rodrigues, que foi parteira, ou de Maria da Graça, que deu o terreno para a construção de uma creche, já é mais difícil».
«Através da leitura destes nomes e do percurso de vida destas mulheres percebemos um pouco também a história e identidade da nossa região», referiu a vereadora do pelouro da cultura. Felícia Costa enalteceu ainda o trabalho das dirigentes do MDM, «que dedicam muito do seu tempo, paixão e vitalidade a transformar o mundo numa coisa melhor, através desta afirmação do papel importante que as mulheres podem, devem e têm de ter na sociedade».
Odete Graça também sublinhou «o papel importantíssimo» que este livro tem para a história local. «Não é mais um nome ou menos um nome. É aquele nome. Era aquela pessoa, que tinha aquela personalidade, aquela vontade, que teve uma identidade e que provavelmente deu muito durante o seu trabalho de vida», justificou. A autarca destacou ainda «a capacidade e coragem do MDM para assumir um projeto inovador, mas também atrevido, naquilo que é de uma forma pública a vida das mulheres que são uma referência no trabalho que desenvolveram».