Município: 9.ª Assembleia Municipal de Jovens
Sem se desviarem do tema deste ano, O Papel do Jovens na Comunidade. Que Dinâmicas? Que Futuro?, e de reivindicaram aquilo que, do seu ponto de vista, deve ser feito para melhorar as condições de vida da comunidade e assegurar o desenvolvimento do concelho, os alunos alicerçaram as ideias em causas humanitárias e deixaram bem vincado o desejo de contribuir para a construção de um futuro mais sólido, justo e solidário.
Esta vontade de participar ficou bem evidenciada quando colocaram algumas questões ao presidente da Câmara Municipal sobre o ponto de situação da construção de uma nova Escola Secundária na Quinta do Conde, da possibilidade de se criar um espaço idêntico ao CIPA, que servisse as freguesias do Castelo e Santiago, ou sobre problemas que requerem resposta mais urgente, como o piso irregular de algumas estradas ou a necessidade de se aumentar o período de iluminação pública.
Sensibilizado com as preocupações dos mais novos, e depois de agradecer o envolvimento dos alunos, professores e escolas neste projeto de cidadania, Augusto Pólvora referiu que, relativamente à construção de uma escola secundária na Quinta do Conde, «o processo depende apenas do Governo, porque a autarquia cedeu o terreno para este fim e tinha a compromisso do poder central que a escola ia arrancar. Porém, por opção do Governo, o projeto está parado».
Menos difícil de concretizar poderá ser um núcleo associativo semelhante ao CIPA. «Temos já algumas ideias e vamos ver se com a abertura da nova escola, em Sampaio, conseguimos libertar uma escola que possa servir para este fim», referiu.
Já quanto à iluminação pública e melhoramento do piso de algumas estradas, o autarca afirmou que «são processos que estão a avançar e, dentro em breve, poderão ficar resolvidos».
A determinação dos jovens voltou a ficar expressa depois na apresentação e discussão das propostas, em que se empenharam em defender as suas ideias, num debate muito participado, mas sempre cordial e bem conduzido pelo presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Jovens, Miguel Coelho e pelos secretários, Filipe Carmo e André Coelho, que resultou na aprovação de todas as propostas, entregues à presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça, que as irá apresentar em sessão da Assembleia Municipal de Sesimbra.
Visivelmente satisfeita pelo sucesso deste projeto, Odete Graça agradeceu a todos os que se envolveram ao longo das nove edições da Assembleia Municipal de Jovens.
«Já lá vão nove anos de um caminho longo, amadurecido, participado e enriquecedor, que se consolidou devido à participação de mais de 600 alunos, dezenas de professores, escolas e de tantas outras pessoas e entidades», declarou a presidente, que lembrou o facto de durante os nove anos do projeto, terem sido abordadas matérias muito importantes, como, por exemplo, o ambiente, a saúde, a candidatura da Arrábida a Património Mundial ou o turismo.
«É a expressão da vontade dos jovens. Por isso, é importante que todos compreendamos a importância do seu trabalho», completou Odete Graça, responsável pela criação deste projeto de promoção da cidadania.
O sentimento de dever cumprido estendeu-se aos membros da mesa. «A minha forma de ver as coisas e as instituições alterou-se. Sinto-me mais enriquecido», confessou Miguel Coelho, que liderou a Mesa pela segunda vez.
Já Filipe Carmo declarou que «foi uma boa experiência a todos os níveis», enquanto André Coelho, que participou ela primeira vez, adiantou que «é importante participar neste projeto» e que, quem não participa, «está a perder uma experiência inesquecível».
A 9.ª Assembleia Municipal de Jovens ficou ainda assinalada com o descerramento de uma placa evocativa do acontecimento no pavilhão do Grupo Desportivo de Alfarim.