Município exige construção de escola secundária na Quinta do Conde
Devido ao mau tempo, o Cordão Humano pela Escola Secundária da Quinta do Conde foi adiado para data a anunciar. No entanto, autarcas, comunidade educativa e representantes de diversas entidades reuniram-se na Escola Básica 2,3/S Michel Giacometti onde tiveram lugar várias intervenções em defesa da construção deste equipamento escolar.
«O que reivindicamos há mais de 10 anos não é nada de surreal», disse Felícia Costa, vereadora do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra. «Apenas pedimos que os alunos possam fazer a sua escolaridade obrigatória na sua área de residência», explicou. «Num país que tem taxas elevadas de insucesso escolar, a construção de equipamentos e a proximidade das escolas são medidas essenciais para combater esse insucesso», frisou. «Ao obrigarmos os nossos jovens a estudar a mais de duas horas das suas casas, muitas vezes em cursos que não são os que pretendem, estamos a contribuir para que o insucesso escolar se agrave».
Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, transmitiu a solidariedade da autarquia à comunidade educativa e reafirmou a inevitabilidade desta obra. «Mais tarde ou mais cedo esta escola vai ter que ser construída. A Quinta do Conde tem um grande número de habitantes essencialmente jovens, a tendência é para crescer, e por isso é urgente que se construa a escola secundária na Quinta do Conde», concluiu.
Odete Graça, presidente da Assembleia Municipal, mobilizou a plateia ao afirmar: «Nós continuaremos a lutar por esta escola mesmo com chuva. É uma luta de todos aqueles que querem uma escola pública digna».
As preocupações manifestadas foram partilhadas por associações de pais, representantes de várias forças políticas presentes e estruturas sindicais, que manifestaram o seu apoio a esta causa e a disponibilidade para continuar a reivindicar junto da Administração Central a construção da escola.