PATRIMÓNIO: Casa do Bispo abriu ao público
O imóvel, que esteve vários anos abandonado, foi recuperado pela Câmara Municipal, no âmbito do Programa de Valorização da Frente Marítima de Sesimbra, apoiada por fundos do QREN. O espaço vai ser gerido por duas associações do concelho, o Círculo António Telmo e a Casa das Artes de Sesimbra, ao abrigo de um protocolo com a autarquia.
A inauguração contou com a presença de várias personalidades do concelho, representantes de entidades locais, membros das duas associações que vão partilhar o espaço e muitos cidadãos sesimbrenses que fizeram questão de visitar a nova Casa do Bispo.
Depois do descerramento da placa, Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal, enalteceu o trabalho dos arquitetos e técnicos envolvidos, que conseguiram dar uma nova vida ao edifício.
«É de salientar o empenho de todos os envolvidos, arquitetos e técnicos municipais, na recuperação deste edifício, que estava bastante degradado e completamente ao abandono, para que hoje seja um espaço para a arte e para a cultura», referiu.
«A recuperação teve um custo de 300 mil euros mil euros, comparticipados em 65 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional/POR Lisboa, o que representa um investimento de cerca de 100 mil euros para a autarquia», adiantou.
Armindo Pombo, arquiteto responsável pela obra, explicou as principais opções tomadas nesta recuperação: «Mantivemos as caraterísticas originais e apesar das infraestruturas estarem muito danificadas, conseguimos manter a sua estrutura», garantiu.
«A fachada original, que conserva uma pedra heráldica oitocentista e um painel de azulejo com a imagem de São José, foi preservada, porém, no interior a arquitetura é mais contemporânea o que permitiu rentabilizar todos os espaços».
Após a assinatura dos protocolos para gestão da Casa, Carlos Bajouca, presidente da Casa das Artes de Sesimbra, agradeceu ao executivo municipal pela confiança depositada, assegurando que «a associação tudo irá fazer para dignificar este magnífico espaço, com uma história tão rica».
Luís Paixão, presidente do Círculo António Telmo, fez questão de agradecer o convite e assegurou aos presentes que o espaço terá a vida que merece. Como arquiteto enalteceu o trabalho conseguido. «Este edifício é aquilo a que chamo de uma situação bem resolvida, é visível em todo o espaço a união entre passado e o presente», frisou.
Para o presidente da Câmara Municipal, «esta opção é de certeza a melhor para todas as partes, visto que a autarquia consegue manter aberto mais um espaço cultural sem custos acrescidos e as associações passam também a ter um espaço fixo para desenvolver as suas atividades».
Augusto Pólvora, desejou às associações «um trabalho repleto de sucesso e dinâmica», e lançou o convite a todos os artistas e sesimbrenses «para que façam da Casa do Bispo um polo cultural, gerador de novas dinâmicas sociais no concelho de Sesimbra».
No local estão patentes duas exposições, De Sesimbra à História Secreta: António Telmo e as Margens da Aventura, e A Casa das Artes em Retrospetiva, que podem ser visitadas todos os dias úteis, das 9 às 12.30 e das 14 às 17, horário de funcionamento da Casa do Bispo.
Após a inauguração, a Casa do Bispo recebeu as primeiras iniciativas culturais promovidas pela Associação António Telmo: a apresentação do livro História Secreta de Portugal, de António Telmo, e o colóquio Rafael Monteiro e os Mitos Arrábidos.