Prioridades e desafios para o futuro
NÓS Sesimbra
N.º20 | jan
Editorial
«Entramos em 2022, e no novo ciclo autárquico, com o maior orçamento de sempre, cerca de 64 milhões de euros, mais 4 milhões que em 2021, o que só foi possível com uma gestão séria, rigorosa e objetivos bem definidos.
O valor para investimento é também o mais elevado de sempre, 22 milhões de euros, o que garante a continuidade de projetos em curso, bem como o avanço de novos investimentos, essenciais para o desenvolvimento do concelho.
O orçamento para 2022 tem em conta a realidade local, o contexto económico e social regional e nacional, e dá resposta a vários compromissos assumidos, sem deixar, contudo, de garantir os apoios sociais e ao tecido económico.
Muitos dos investimentos decorrem de candidaturas a programas como o Portugal 2020 ou os EEA Grants. São oportunidades que devemos sempre tentar assegurar, mas que, apesar dos financiamentos, implicam disponibilidade financeira do município.
A título de exemplo refiram-se a o Bloco da Mata, a Capela de São Sebastião, o Parque da Mata da Vila Amália, o Centro Cultural Costeiro, o alargamento da recolha de resíduos porta-a-porta ou a modernização do sistema de abastecimento de água.
Este orçamento responde também a projetos da Administração Central, com os quais a autarquia se comprometeu financeiramente, para tornar possível a sua concretização. Nesta situação encontram-se o Centro de Saúde de Sesimbra ou a Escola Navegador Rodrigues Soromenho. Somam-se ainda vários projetos financiados pelo orçamento municipal, como a segunda fase do estacionamento do Parque Augusto Pólvora, a instalação de uma nova conduta na Azoia, o Auditório da Quinta do Conde, o Parque Urbano de Negreiros ou o Jardim de Alfarim.
O orçamento confirma priorida des como a melhoria da rede viária, os apoios na educação, associativismo e ação social, o acompanhamento das medidas de prevenção da pandemia ou a melhoria contínua das instalações municipais e modernização dos serviços.
Ao mesmo tempo que assegura projetos para um horizonte próximo, reflete uma visão de longo prazo, muito para além do atual ciclo autárquico. Nesta medida, a autarquia está atenta a novos programas de financiamento como o Portugal 2030, ou o Plano de Recuperação e Resiliência, com uma atenção especial à componente afeta à habitação, que poderá ser determinante para o reforço do parque habitacional municipal público a custos acessíveis, tema que já se encontra identificado na Estratégia Local de Habitação, aprovada pela autarquia em 2021.
Importa, por fim, salientar que, à semelhança dos últimos anos, este orçamento não comporta um aumento dos custos com as tarifas municipais apesar, por exemplo, do forte aumento de tarifas de recolha de resíduos sólidos aplicados aos municípios, o que expressa a preocupação da autarquia em não onerar as famílias e as empresas, opção que assume maior relevância numa conjuntura pautada pela imprevisibilidade.
Neste início de ano e de ciclo, desejo-vos um 2022 cheio de alegria e sucesso, com a garantia que a Câmara Municipal estará, como sempre, a trabalhar todos os dias para melhorar a qualidade de vida da população.»