Profissionais de educação manifestam-se em defesa da escola pública de qualidade
Dezenas de professores e outros profissionais de educação do Agrupamento de Escolas Navegador Rodrigues Soromenho participaram, na manhã de 26 de janeiro, numa manifestação pela defesa da escola pública, que incluiu greve às aulas e uma marcha até ao Largo do Município.
«Estamos aqui hoje a lutar pela recuperação do tempo de carreira e pela defesa da escola pública que, ao longo destes anos, tem enfrentado grandes constrangimentos que se repercutem nas condições de trabalho», afirmou Jorge Baltazar, professor do agrupamento e um dos organizadores da marcha. O docente sublinhou ainda que os professores «sentem-se desrespeitados pela tutela», apontando ainda outras situações que contribuem para que «a profissão de professor seja hoje, pouco atrativa», referindo-se ao congelamento de carreiras e ao sistema de avaliação por quotas que, reforçou «colocam em causa o futuro da educação».
No protesto marcaram presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Jesus, e eleitos de vários órgãos autárquicos locais, que se solidarizaram com a luta dos profissionais de educação. «Esta manifestação de protesto da comunidade educativa é também uma preocupação dos autarcas locais, que estão ao lado dos profissionais de educação que viram as suas carreiras congeladas. É uma reivindicação pelos direitos de uma classe que enfrenta também outros problemas, e vai certamente continuar a lutar até que a justiça seja reposta»», referiu o presidente da Câmara Municipal.
O autarca lembrou ainda o investimento feito pela Câmara Municipal na melhoria das condições dos equipamentos de ensino que estão na sua esfera de competências, que têm sido importantes o bem-estar dos alunos e para o trabalho de todos os que se dedicam a uma causa tão nobre como a educação.
A marcha desde a escola sede e da Escola básica de Sesimbra, até ao Largo do Município fez parte de um conjunto de iniciativas realizadas desde o início do ano, pelos profissionais que trabalham no agrupamento, em protesto pelas propostas apresentadas pelo Governo, que incluíram greves, reuniões sindicais e concentrações diárias junto à sede do agrupamento.