QUINTA DO CONDE: Abertura das Hortas Solidárias
«As Hortas Solidárias correspondem a uma ambição antiga da população da Quinta do Conde, uma boa parte dela com tradições rurais, pelo que estamos muito satisfeitos por torná-la uma realidade que vai beneficiar muitas famílias», afirmou o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, que agradeceu o apoio ao projeto por parte do programa EDP Solidária, da Fundação EDP, e à Associação Anime.
No entanto, como sublinhou o autarca, «estes espaços são apenas uma parte de um plano mais amplo de valorização da Ribeira de Coina, iniciado com a inauguração do Parque da Ribeira, e que será complementado ao longo dos próximos anos com a construção de um parque de merendas, pista de voo controlado, pista de BMX e percursos pedestres».
Trata-se pois, de um objetivo muito ambicioso que não só contribui para preservar o potencial ecológico da Várzea, mas que também é determinante para que possa ser usufruída e preservada pela população.
Mas, antes, está prevista a concretização da 2.ª fase das Hortas Solidárias, que está em candidatura ao programa EDP Hortas Solidárias, e que prevê a construção de mais 35 talhões e uma estufa de germinação.
«Felicito esta ideia da Câmara Municipal e sentimo-nos gratos por fazer parte de um projeto com uma forte componente agrícola e de preocupação ambiental, e que ajuda muitas famílias e instituições», referiu João Pereira, representante da Fundação EDP.
Igualmente satisfeito mostrou-se o presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, Vítor Antunes, que é um dos parceiros da 2ª fase das Hortas Solidárias. «Há alguns anos atrás, quando olhava para esta zona, achava difícil que pudéssemos levar a cabo a sua valorização, mas hoje confesso que ultrapassou as minhas expectativas».
De resto, o sucesso das Hortas Solidárias, que beneficia 55 famílias e seis organizações, ficou comprovado com a apresentação de um cabaz recheado de produtos oferecidos por alguns dos hortelãos, como foi o caso de Isidro Luís, de 51 anos, detentor de um talhão de terreno, que estava acompanhado pelo seu filho, André, de oito anos.
«Em poucos meses já apanhei favas, ervilhas, alfaces, cebolas e, em breve, vou começar a colher courgetes, tomates e feijão. O terreno é bom e dá em grande quantidade. Por isso só tenho de elogiar esta ideia e agradecer a oportunidade que me deram», declarou.
A iniciativa contou ainda com a presença dos vereadores José Polido e Sérgio Marcelino, e incluiu visita ao espaço das hortas e um beberete com moscatel e Farinha Torrada, doce típico de Sesimbra que a maioria dos presentes desconhecia, e que foi muito do agrado de quem a provou.