QUINTA DO CONDE: Extensão de Saúde
Quarenta e cinco dias é o número inscrito num cartaz colocado nas obras da Extensão de Saúde da Quinta do Conde pela Comissão de Utentes. «Desta vez exigimos que o prazo seja para cumprir, e que em abril as portas da nova extensão se abram para servir a população», explicou Fernando Patrício, presidente da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde, na concentração que decorreu no dia 21 de janeiro e que juntou às portas do futuro equipamento cerca de meia centena de quinta-condenses.
No encontro, o representante explicou a razão pela qual os trabalhos de construção da extensão foram interrompidos em setembro.
«Houve um atraso no pagamento ao empreiteiro por parte do Ministério da Saúde e a empresa abriu falência. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo acabou por reconhecer a falha e contratou outra firma para assegurar a conclusão dos trabalhos».
Contudo, a decisão só foi tomada após pressão da comissão, que mostrou mais uma vez que está atenta ao desenrolar dos acontecimentos. Os cidadãos da Quinta do Conde juntaram-se ao protesto conjunto das autarquias de Almada, Seixal e Sesimbra, em frente ao Ministério da Saúde, e reclamaram a conclusão das obras.
«São direitos das populações», afirmou Vitor Antunes, presidente da junta de freguesia. «Há anos que reclamamos a construção de um equipamento de saúde capaz de servir milhares de pessoas, pois há más condições nos centros e falta de médicos », acrescentou.
Com as instalações de saúde num pré-fabricado há mais de 30 anos, a população da Quinta do Conde ambiciona a conclusão da obra para que «pessoal médico e equipamentos possam ser transferidos», referiu.