Recuperação da Mãe d´Água
O recinto da Mãe d’Água, construção do século XVIII, em cujo interior se encontra uma fonte onde terminava o aqueduto proveniente da Azoia, que abastecia os peregrinos do Cabo Espichel, foi recuperado pela Câmara Municipal com recurso a fundos comunitários. Embora nesta fase não tenha sido contemplado o próprio edifício da Mãe d'Água, que será abrangido numa intervenção posterior, a obra devolveu a beleza e evidenciou a grandeza do local, mantendo as suas caraterísticas originais.
Este estudo foi fundamental para se encontrarem as técnicas e materiais de recuperação mais adequados, de que é exemplo o reboco aplicado nos muros, composto por argamassas de cal e areia, o que lhes confere uma imagem mais consentânea com o cercado original. Entre os melhoramentos destacam-se a reabilitação da escadaria junto à Mãe d´Água, do sistema primário de distribuição de água, que incluiu o circuito de abastecimento dos tanques de onde era retirada a água para a horta e para os animais, e a reparação dos muros.
A atratividade do local foi reforçada com a plantação de árvores de fruto adaptadas ao clima da região, beneficiação dos caminhos, limpeza do terreno que rodeava as muralhas e o poço, e ampliação do parque de estacionamento. Para além destas melhorias foi construído um caminho, acessível a pessoas com mobilidade reduzida, desde a Igreja até à Ermida da Memória, que proporciona um passeio mais cómodo e seguro até um dos pontos mais visitados do santuário. O projeto constitui mais um exemplo da importância que a autarquia tem dado à preservação do património e demonstra a capacidade do município para encontrar soluções viáveis para a recuperação do Cabo sempre que tem a posse dos terrenos ou edifícios, como é o caso, facto que torna ainda mais pertinente e urgente a passagem do restante edificado para a sua alçada.
Note-se que o recinto em causa faz parte de uma parcela de terreno com 42 mil metros, que passou para propriedade da autarquia no âmbito de um acordo com os herdeiros de António Xavier de Lima, e que já possibilitou vários melhoramentos em redor do santuário. Esta obra faz parte de um projeto mais amplo de recuperação do Santuário, que é do conhecimento da Administração Central, mas apesar das várias insistências do município, tarda em haver resposta à proposta de permuta de terrenos que permitiam à autarquia ficar na posse da ala norte, e dinamizar o projeto de recuperação da mesma.