Valorização dos produtos tradicionais em debate no Cineteatro Municipal
O Cineteatro Municipal João Mota, em Sesimbra, acolheu, no dia 30 de março, o seminário O Impacto da Valorização dos Produtos Tradicionais na Economia Local, que contou com a participação de várias entidades, entre elas a Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, a Docapesca e os municípios de Palmela e Setúbal, e onde foram abordadas temáticas como o papel das entidades regionais, exemplos de sucesso na promoção da região e os principais desafios colocados na comercialização dos produtos locais.
Na abertura do evento, Felícia Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, destacou a importância deste tipo de iniciativas para dar a conhecer o trabalho que é desenvolvido na valorização dos produtos tradicionais e o seu papel tanto na salvaguarda da identidade do concelho como na promoção de Sesimbra enquanto destino turístico.
Entidades Regionais: Que Atribuições? foi o tema do primeiro painel, composto pelas apresentações de Elizete Jardim, diretora regional de Agricultura e Pescas e Lisboa e Vale do Tejo, Jorge Humberto, diretor do Departamento Operacional da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Natália Henriques, coordenadora da Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal, e Sérgio Faias, vogal do conselho de administração da Docapesca, que descreveram um pouco da história destas entidades e o seu o papel na valorização dos produtos tradicionais. Jorge Humberto divulgou alguns dados relativos a um inquérito de satisfação realizado junto dos turistas que visitaram a região, e que mostram a relação próxima entre o turismo e os produtos tradicionais. «Numa escala de 0 a 10, a gastronomia e os produtos regionais foram valorizados em 9.38, apenas atrás do alojamento», afirmou, acrescentando que «são cada vez mais aqueles que procuram a nossa região e o que temos para oferecer».
Para além da apresentação dos projetos Setúbal, Terra de Peixe, Palmela, Experiências com Sabor e A Implementação da Rota do Bacalhau no Município do Seixal, o segundo painel da manhã ficou completo com a intervenção do vereador da Câmara Municipal de Sesimbra José Polido sobre o trabalho desenvolvido pela autarquia na valorização dos produtos tradicionais do concelho. «A nossa grande matéria-prima é o turismo e tudo aquilo que nós podemos oferecer a quem nos visita», frisou o autarca. A campanha Sesimbra é Peixe, o Cabaz do Peixe, o Cabaz Prove, a Maçã Camoesa ou Férrea da Azoia, a Farinha Torrada e o Pão Caseiro de Sesimbra Cozido em Forno a Lenha foram alguns dos exemplos de valorização dos produtos locais destacados por José Polido, e que têm contribuído para a promoção do concelho. O vereador da Câmara Municipal aproveitou ainda a ocasião para divulgar alguns projetos que estão a dar atualmente os primeiros passos, como o doce Maçã da Quinta, um desafio lançado pela Junta de Freguesia da Quinta do Conde às escolas, e o Cabaz do Forno, desenvolvido por uma empresa do concelho e é composto por vários produtos locais, como a cerveja artesanal, o pão, o queijo e a Farinha Torrada.
O primeiro painel da tarde foi preenchido com as intervenções de Ângelo Tavares, da empresa White Gold, que abordou a importância da qualificação para o sucesso das empresas, e de Ana Sofia Farto, da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal, que destacou as vantagens do sistema de HACCP na obtenção de produtos de qualidade.
O seminário encerrou com as apresentações de Henrique Soares, presidente da direção da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, Carlos Macedo, da ArtesanalPesca, e Mário Gonçalves, da Associação de Produtores de Figo da Índia Portugueses, que enunciaram alguns dos desafios com os quais se deparam na comercialização dos seus produtos.
De referir ainda que durante a pausa para o almoço, os participantes puderam degustar um menu confecionado à base de peixe, oferecido pela Docapesca.