XÁVEGA 2012: Marinha faz balanço positivo
O exercício simulou a colisão de dois navios mercantes na noite de 8 de maio, do qual resultou o derrame de 500 metros cúbicos de combustível, que neste caso foram substituídos por 700 quilos de pipocas e 150 quilos de estilha de madeira, e envolveu vários barcos da Marinha Portuguesa, um navio tanque, uma embarcação de combate à poluição no mar, várias lanchas, uma aeronave C295 da Força Aérea, viaturas pesadas e ligeiras, e perto de 270 pessoas, muitas delas centradas na recolha dos “poluentes” e na limpeza do areal.
“Tínhamos como principais objetivos preparar os auditores do curso de Aperfeiçoamento em Autoridade Marítima, a Brigada de Intervenção Rápida de Combate à Poluição do Departamento Marítimo do Centro, e testar a articulação entre as entidades que participam neste tipo de situações”, referiu Quaresma de Lemos, capitão-de-mar-e-guerra, que planeou, dirigiu e dinamizou e exercício.
Apesar do nevoeiro inesperado, que dificulta sempre a ação de combate à poluição, «os objetivos foram ultrapassados, na medida em que os meios envolvidos desempenharam o seu papel e ficaram melhor preparados para uma situação real que pode acontecer devido ao elevado tráfego de navios que se verifica diariamente ao largo de Sesimbra», complementou.
Opinião partilhada por Lopes da Costa, capitão do Porto de Setúbal, que coordenou a operação no molhe interior do Porto de Sesimbra, em parceria com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
«Considero que este exercício foi extremamente positivo, não apenas para o treino dos meios e capacidades da Autoridade Marítima e da Marinha no combate à poluição, mas também porque foram testados e validados os procedimentos de coordenação e atuação com as entidades que, de alguma forma, têm responsabilidades nesta matéria”, disse, acrescentando que «Sesimbra ficou mais segura».
Já o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, agradeceu a participação das entidades envolvidas e salientou a importância deste exercício se ter realizado em Sesimbra, porque, «permite-nos ter mais confiança e estarmos mais preparados para responder com maior eficácia a um acidente desta natureza», o que, caso viesse a acontecer, «poderia ter consequências ambientais extremamente nefastas no plano ambiental, económico e turístico para esta região», reforçou.
Por seu turno, Francisco Luís, vereador do Pelouro da Proteção Civil da Câmara Municipal destacou a «grande utilidade deste simulacro e a articulação entre os parceiros».
De referir que, para além do simulacro, o Xávega 2012 foi precedido do colóquio O Combate à Poluição do Meio Marinho e a Preservação do Ambiente, realizado no dia 8, no Cineteatro Municipal João Mota, que contou com a participação dos agentes envolvidos, universidades e investigadores.