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G.R.E.S. Batuque do Conde

Grupo Recreativo Escola de Samba Batuque do Conde

batuque-do-conde

Data de fundação: 11 de Agosto de 2008
E-mail: gres.batuquedoconde@hotmail.com
Contacto: 916016088

Enredo: Na cor do sonho da Disney, o Batuque samba

Sinopse

A cada um de nós, a cada homem e cada mulher, não chega um só mundo. Cada vida guarda outras, as que não vivemos vivendo, mas que vivemos sonhando. Crescemos e escondemos a criança que somos.

Guardamos a liberdade de sonhar, mas vivemos nos países reais a pensar no país das maravilhas, de gente grande que fica pequena e gente pequena que fica grande.

Lá como cá, há sempre uma rainha de copas insatisfeita que não se cansa de ordenar aos seus guardas “Cortem-lhe a cabeça!” e um chapeleiro louco que parou o tempo na hora do chá.

Na nossa vida daqui, em que o tempo corre como rio sem barragem, represamos o tempo no sonho da Terra do Nunca, porque ali nos recusamos a crescer, meninos perdidos que somos ao redor de Peter Pan,- o menino do nosso verde - protegidos dos Capitães Gancho da vida real, pelas Sininho das nossas vidas.

Entramos na vida em berço atapetado de conforto, mas também de medos e ameaças, lados negros da existência, como a inveja, a vaidade, a frustração, a ambição, a vingança, a crueldade, que são apenas exemplos da pura maldade.

Os poderes negros povoam, também, os nossos outros mundos, porque mesmo a sonhar podemos ser verso e reverso onde até o amor faz fronteira com o ódio. Maléfica, princesa do reino da floresta apaixonou-se pelo príncipe do humano reino vizinho que, por ambição, traiu a amor da fada. A ausência de amor, lá como aqui, constrói reinos de escuridão que são a morada das maldições que só beijos de amor podem quebrar.

Cruella de Vil é o exemplo do egoísmo e da vaidade dos que tudo sacrificam e escravizam à sua excentricidade. Cruella é o exemplo da monstruosidade predadora de uma civilização que submete e destrói a natureza, fauna, flora e espécies. No nundo do sonho, a malvada predadora é travada a tempo, porque o sentido do Bem vence sobre o Mal.

Positivo e Negativo, Certo e Errado, Felicidade e Tristeza, Realidade e Sonho, Segurança e Medo, Bem e Mal, mas nunca e só preto e branco.

A vida daqui, - a vida real - que é menos real do que pensamos, precisa da cor da beleza para ver a alma boa onde criamos monstros, porque a vida não tem só duas cores.

Mas o mundo real bem poderia ser o lugar da fantasia, se tivéssemos noção de que, as mais das vezes, sem querermos, criamos reinos de gelo entre irmãos.

Os cinco sentidos não chegam para entender o outro, que tendemos a julgar sem compreender, porque quem é falho de alma apenas olha e não vê.

A Bela e o Monstro mostra-nos o poder transformador da dádiva, do diálogo, da tolerância e da gentileza que, no seu conjunto, são sinónimo da beleza, que deve ser a nossa varinha mágica para uma vida real tão plena quanto o sonho.

Cada um de nós anseia por um Castelo, numa vida de belas princesas e denodados príncipes, na presunção triste de que, nem por mais repetidas mil e uma noites terrenas conseguiremos o que podem os génios dos nossos sonhos.

Aladinos somos: os inconformados, os determinados e sagazes, mas bem motivados, que sempre encontrarão a lâmpada de onde sairá o nosso próprio génio, que nos levará à prosperidade do Castelo que almejamos e à Yasmine de espirito livre que nos completa, porque a força do querer derruba os altos muros da tradição e da ortodoxia dos velhos mundos.

E quando os que nos sucedem, crias queridas e razão maior da nossa existência, vão pelo desconhecido, a romper as fronteiras do proibido, nadamos contra os medos, atrás dos Nemos, porque é dos mais novos o futuro que arrasta os mais velhos.

Mas se não há limites para o sonho, a cada um compete descobrir o lugar certo para viver o seu sonho, como nos ensina a pequena sereia.
E porque ninguém é feliz sozinho, em cada Minnie a música da vida, a alegria, a cumplicidade, a solidariedade e o companheirismo, que nos faz Mickey há noventa anos.

Há dezenas de anos que Disney nos dá cor ao sonho, num mundo fantástico, mas que tem quase tudo de real das nossas vidas que teimamos em ver esmaecida

Pelo menos uma vez na vida de cada pessoa, um raio de sol surgirá depois da chuva, lá longe, no alto dos céus, para nos mostrar o arco-íris, aquela paleta de cores com que devemos colorir a vida real, a vida de sonho e cada sonho de vida.

E é por isso que a Batuque do Conde, para lá do seu verde e branco, vai sambar na marginal, abrindo avenidas de cor e alamedas de sonho, na cor do sonho da Disney.

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