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Capela do Espírito Santo dos Mareantes de Sesimbra

Durante o período de desenvolvimento e progresso da vila de Sesimbra, a qual surge com uma forte vocação marítima, são erigidos novos locais de culto relacionados com a devoção marinheira. De entre estes, em 1488, são edificados, pelas classes marítimas locais, a Capela e sprital do Espírito Santo dos Mareantes e Pescadores de Sesimbra, imóvel, que em finais do século XV, se diferenciava no contexto urbano, quer pela sua dimensão quer pela sua localização central.

É então constituída uma confraria dedicada ao Espirito Santo/Corpo Santo, dirigida pelos seus juízes e mordomos. Chegou a ter cerca de 400 irmãos, tornando-se assim numa forte corporação marítima, uma das primeiras existentes no país. A sua ação traduzia-se no apoio aos confrades e familiares e a todos os mais carenciados.

O edifício foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-lei n.º 129/77 de 29 de setembro. Em 2000, a Câmara Municipal de Sesimbra, em parceria com a Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, iniciou a sua recuperação. Em 2004, abre como um dos núcleos do Museu Municipal de Sesimbra, facto que permitiu devolver à comunidade piscatória um espaço único e fundamental da vida comunitária medieval.

De planta retangular, e com fachada de estilo barroco, o espaço organiza-se por dois pisos. No piso superior, correspondente à antiga capela, encontra-se reunida uma importante coleção de Arte Sacra, na qual se destacam obras de grandes mestres da escultura e pintura nacionais, como Diogo Pires-o-Velho, Gregório Lopes ou o Mestre da Lourinhã. No piso inferior, o primitivo hospital medieval, onde se observam grafitos parietais de embarcações, cujas tipologias se enquadram nos seculos XVI-XVIII, e que são testemunhos importantes da vivência marítima sesimbrense.

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