Escola Maria do Carmo Serrote é 1.º Prémio do Eco-Escolas
A Escola Básica Maria do Carmo Serrote, na Quinta do Conde, venceu o 1.º Prémio do programa Eco-Escolas com o cartaz O Ar que Respiramos, elaborado para o projeto Respirar Fundo, da Associação Bora Ambientar, que é financiado pela Fundação AMI.
O diretor da Associação Bora Ambientar, João Azevedo, salienta que este «é um projeto de educação ambiental, que trabalha a qualidade do ar ou a falta dele nas escolas portuguesas». Existem dois equipamentos associados: uma estação meteorológica, que permite saber em tempo real o tempo que está na região e na escola, e uma estação medidora dos poluentes atmosféricos e das partículas finas. «O que é interessante é que o projeto vai do tempo para o clima e para as alterações climáticas e é essa comunicação de ciência que nós, na nossa associação, trabalhamos, nomeadamente para os alunos do 8.º, 9.º e 10.º ano», frisa João Azevedo.
A Maria do Carmo Serrote, que integra desde sempre o programa Eco-Escolas, «era uma escola que nos dava garantia de que o projeto iria correr bem», explica João Azevedo, durante uma visita que efetuou ao estabelecimento de ensino para mostrar os resultados a vários elementos da Fundação AMI, financiadora do projeto.
«Somos uma das escolas mais premiadas», realça o diretor do Agrupamento de Escolas Maria do Carmo Serrote, Rui Pereira. «Os nossos alunos envolvem-se nos projetos, os pais envolvem-se nos projetos, os docentes envolvem-se muito nos projetos e temos tido resultados ao longo destes anos», afirma, congratulando-se com a conquista de mais um 1.º prémio.
O projeto é multidisciplinar e ajuda a sensibilizar a comunidade educativa para a mudança de hábitos de mobilidade. «Com a análise destes resultados vamos conseguir com factos provar que nas horas de entrada e saída dos alunos há uma acentuação de poluentes», adianta, frisando que agora «é mais fácil sensibilizar os pais para não trazer o carro, o aluno trazer uma bicicleta, o aluno vir a pé».
Os conteúdos para trabalhar na sala de aula são reais, o que também tem impacto nos alunos. «Foi a retirar dados desta estação meteorológica e também da estação de gases poluentes que conseguimos estes prémios», frisa Rui Pereira, lembrando que esta é uma forma de trabalhar a literacia científica.
A estação meteorológica e o medidor da qualidade do ar são duas das tecnologias instaladas na escola, no âmbito do projeto Respirar Fundo, e que pelo segundo ano consecutivo serão usadas pelos alunos do 8.º ano na disciplina de Ciências Naturais e no Clube Ciência Viva da escola.
O 1.º prémio do programa Eco-Escolas é entregue à Escola Básica Maria do Carmo Serrote a 8 de outubro, numa cerimónia em Sintra. Sesimbra é um Município 100 por cento Eco-Escolas, o que significa que todas as escolas públicas do concelho têm a bandeira do programa Eco-Escolas.