Câmara vai continuar a exigir nova escola secundária da Quinta do Conde
A construção de uma nova escola secundária na freguesia da Quinta do Conde foi o tema central de uma reunião entre a vice-presidente da Câmara Municipal, Felícia Costa, e a secretária de Estado adjunta e da educação, Alexandra Leitão, que se realizou no dia 25 de novembro.
No encontro, a autarquia apresentou um conjunto de dados relativos à rede escolar, que demonstram o número elevado de alunos que neste momento tem de recorrer a escolas fora do concelho, e destacou as previsões demográficas que indicam a continuação do crescimento populacional da freguesia o que, a breve prazo, tornará esta situação insustentável. Para além disso, a autarquia lembrou também o estado de degradação da escola Michael Giacometti, a única que tem ensino secundário na Quinta do Conde.
Apesar de ter ficado sensibilizada com os dados apresentados pela autarquia, que justificam nitidamente a necessidade de construção deste equipamento, Alexandra Leitão não assumiu nenhum compromisso em relação ao assunto, que, no entanto, vai manter-se em aberto.
Em resposta a esta posição, a Câmara Municipal de Sesimbra deixou a garantia de que não vai desistir da luta por esta escola, tanto a nível institucional, como através da participação ativa em todas as iniciativas organizadas pela Junta de Freguesia, associações de pais e comunidade educativa.
Apesar da construção e gestão de escolas secundárias não ser uma responsabilidade da autarquia (que tem a seu cargo o pré-escolar e primeiro ciclo), a ausência de uma resposta de qualidade ao nível deste grau de ensino é uma preocupação para a Câmara Municipal de Sesimbra, que nos últimos anos tem feito uma forte aposta no ensino e atingiu um patamar de mérito a nível nacional.
Contrato-programa para requalificação e ampliação da Rodrigues Soromenho
Quanto ao segundo tema, a requalificação e ampliação da Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo Navegador Rodrigues Soromenho, foi proposta pela secretária de Estado a assinatura de um contrato-programa no qual a autarquia se compromete a assumir a elaboração do projeto e acompanhamento da obra, enquanto os encargos financeiros ficam a cargo do Ministério da Educação.
Este acordo, que prevê a requalificação do edifício principal, que se encontra bastante degradado, e a ampliação das instalações para o terreno contíguo, cedido há vários anos pelo município para o efeito, poderá ser assinado já no primeiro trimestre do próximo ano, para que a obra possa iniciar-se até final de 2017.
Note-se que esta escola, com mais de 50 anos, foi projetada para 350 alunos e atualmente tem mais de 500, o que obriga a que algumas das aulas sejam dadas no próprio refeitório. Para além disso, tem um conjunto de pavilhões prefabricados provisórios, com cerca de 40 anos, que para além de terem coberturas de amianto, apresentam um estado avançado de degradação. Esta intervenção melhorará significativamente as condições de ensino destes alunos.
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