Inauguração do novo edifício da Escola Navegador Rodrigues Soromenho
«Hoje é um dia feliz para a comunidade educativa e para todos aqueles que contribuíram para que estejamos neste momento a inaugurar o edifício de ampliação desta escola. Foi um processo muito longo e complexo, quer do ponto de vista de financiamento, quer do ponto de vista da empreitada, mas o importante é que chegámos a este dia com esta obra fundamental».
As palavras foram proferidas pelo presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, na inauguração da ampliação da Escola Navegador Rodrigues Soromenho, na vila de Sesimbra, realizada no dia 15 de setembro. A obra foi feita em terrenos contíguos, cedidos pela autarquia.
A cerimónia que contou com a presença de eleitos dos vários órgãos locais, representantes da comunidade educativa e vários convidados, entre os quais Felícia Costa, antiga vereadora do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra que acompanhou este processo durante vários mandatos, e que teve um papel muito ativo na sua concretização.
Na sua intervenção, Francisco Jesus sublinhou o investimento feito pelo município, mais de 5 milhões de euros que, reforçou, «teve como objetivo colocar acima de tudo os interesses da comunidade educativa e da população do concelho».
A complexidade que marcou este processo foi igualmente lembrada pelos restantes oradores, que destacaram a importância desta obra para a promoção do sucesso educativo, bem como o papel decisivo da Câmara Municipal de Sesimbra.
«É com muita emoção e sentimento de dever cumprido que estamos aqui a inaugurar uma obra desejada por toda a comunidade educativa, que vai contribuir para que os alunos possam fazer um percurso escolar com todas as condições a que têm direito, tal como os professores e todos os que asseguram as mais diversas funções nesta escola», referiu a diretora do Agrupamento de Escola Navegador Rodrigues Soromenho, Ana Paula Neto.
A responsável pelo agrupamento afirmou ainda que, com esta ampliação, «a escola e o concelho de Sesimbra ficam muito mais ricos em termos de infraestruturas na área da educação», e frisou o envolvimento da autarquia, «que teve um papel absolutamente decisivo neste projeto».
Por sua vez, Teresa Almeida, presidente do Conselho Diretivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que também colaborou na concretização deste projeto, afirmou que o mesmo «ficou marcado por muitas vicissitudes», e que «Sesimbra está de parabéns porque mobilizou de tal maneira a comunidade para a sua concretização».
Já para João Narciso, presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, a inauguração da obra «é um sinal forte de afirmação e de capacidade de concretização do município». O eleito lembrou todos os que ao longo de vários anos participaram no processo, que foi também objeto de profunda análise e discussão na Assembleia Municipal, que «nunca teve dúvidas em relação ao objetivo», porque, vincou, «além do investimento estamos a falar do futuro da educação».
Na cerimónia interveio ainda a presidente da Junta de Freguesia de Santiago, Laura Correia. «É com enorme alegria que estamos aqui hoje a inaugurar esta obra porque uma escola é também um lugar onde se constroem sentimentos», disse, tendo agradecido a todos os que a tornaram possível.
Após os discursos seguiu-se a visita às novas instalações, que acrescentam novas valências, com salas mais amplas e uma arquitetura que surpreende por pormenores de grande originalidade e beleza.
O novo bloco é composto por sete salas de aulas, três salas para as artes e sala polivalente, às quais acrescem laboratórios de físico-química e ciências da natureza, biblioteca com 150 metros quadrados, pavilhão gimnodesportivo, balneários, unidade de apoio à multideficiência, posto médico, vários gabinetes e uma nova secretaria. Muitas destas salas estão orientadas a sul, o que permite uma vista privilegiada para o mar.
Importa lembrar que a Câmara Municipal de Sesimbra teve um papel fundamental na concretização desta obra, desde logo com a aquisição, em 2012, do terreno necessário, com sensivelmente 3 mil metros quadrados, confinante com a escola atual, localizada na Rua Conselheiro Ramada Curto, na vila de Sesimbra. Além do terreno, a autarquia comprometeu-se ainda a assegurar o projeto de arquitetura, lançamento do concurso, bem como o acompanhamento e fiscalização da obra, no âmbito do acordo assinado em 2017, entre o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, e a então secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão.
À falta de resposta do Ministério da Educação, que se havia comprometido a garantir um financiamento de 3 milhões de euros para as duas fases da operação, ampliação e mais tarde a requalificação, e em virtude da urgência desta obra, a autarquia avançou com a verba necessária para a ampliação da escola, e também para a aquisição de mobiliário para as diversas valências, num investimento superior a 5 milhões de euros.
Em simultâneo, garantiu um financiamento na ordem dos 4,7 milhões de euros no âmbito de uma candidatura apresentada ao Programa de Recuperação/Reabilitação de Escolas, do Plano de Recuperação e Resiliência.
Como é do conhecimento público, a ampliação desta escola era há muito reivindicada pela autarquia e pela comunidade educativa, dadas as limitações do edifício atual, em funcionamento há mais de 50 anos, que à época foi projetado para 350 alunos, mas que chegou a registar o dobro da lotação.
Com este investimento, a Câmara Municipal assume, mais uma vez, um papel decisivo na promoção do sucesso escolar e na melhoria das condições para alunos, professores e todos os que asseguram diariamente as mais diversas tarefas na escola.
Ao mesmo tempo, dá continuidade à aposta forte do município na área da educação, tanto no que se refere a equipamentos como ao projeto educativo.
Recuperar Portugal - Plano de Recuperação e Resiliência
O Fundo de Recuperação da UE (Recovery and Resilience Facility) é um programa orçamental centralizado da Comissão Europeia, criado adicionalmente ao orçamento plurianual da UE para o período de 2021 a 2027. O objetivo do programa é apoiar reformas e investimentos relacionados com a transição para uma economia verde e digital, e mitigar o impacto social e económico da COVID-19.
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